segunda-feira, 1 de dezembro de 2014
CASA ANTIGA
( a meus pais)
Jamais deixei-te, casa perdida,
Tuas paredes circundam-me
a vida inteira.
Jamais cruzei tua porta,
por onde entram claras manhãs de dezembro.
Tuas janelas sorvem doces brisas de verões antigos,
teus quartos contêm sonhos de noites tranquilas.
Casa perdida, casa tão viva,
casa ainda erguida.
Irreverente aos fatos e ao tempo.
Em tuas paredes pulsa o calor
de fevereiros extintos.
Quando te vi demolida,
circulavam,indiferentes,
entre tuas entranhas expostas,
homens que construíram teu fim.
Não te venceram, porém, com seus golpes duros,
pois tu ainda me abrigas
das chuvas de invernos rigorosos que
me enregelam o coração aflito.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário