quarta-feira, 26 de novembro de 2014
RERFÚGIO
Hoje conta-me histórias,
histórias de príncipes galantes e
ternas princesas.
Canta-me, hoje, as mais doces canções de ninar.
Aquelas que têm as melodias do silêncio,
se muito, as brandas sinfonias da viração nos arvoredos.
Embala-me em teus braços.
Que eles, suaves como nuvens,
tenham a rigidez da rocha que acolhe
o náufrago.
Deita-me , hoje, um olhar tranquilo
de quem sabe que tudo passa, mesmo a dor contumaz
que em meu peito já não dói, mas o é por inteiro.
Sim, hoje sou criança e a noite sitia a minha casa
pequenina e frágil, com seu ventre tétrico pleno de sombras,
brandindo o látego das tempestades.
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