terça-feira, 25 de novembro de 2014
ARCÁDIA JUNINA
Brando sol de junho amigo,
leve afago sobre a relva
de doce luz temporã,
se fere teu dardo a sombra,
o frio pensa a ferida.
Sob teu império ameno,
cada flama sorve, ávida,
toda planta que viceja,
e o regato, reluzente,
no dorso leva,servil,
a galáxia de teu brilho.
O milharal , quando passas,
ergue dourado estandarte
e a treliça das copas
coa-te o raio benigno,
para que não rompas, da rocha,
a veste verde do musgo.
Assim segues pelos céus
aquecendo verdes campos
sem ferir a flor singela
e crestando levemente
a pele de quem afloras.
Quando te pões,
já renasces
nas fogueiras que pelejam
com as brumas do inverno
e, nas noites de folgança,
nas juninas madrugadas,
brunes teu aço rijo
com a terna luz do luar.
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